3 | a palavra sentida – poemas

quando a palavra voa e ganha outra cor e vida

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«Si cada día cae dentro de cada noche, existe un pozo donde la claridad está aprisionada.

Necesitamos sentarnos en el borde del pozo de la oscuridad y pescar la luz caída con paciencia.»


Pablo Neruda

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Escrevo poesia há muitos anos.

Em certos períodos mais do que em outros. Sobretudo em alturas mais densas, mas nem em todas foram o meio de expressão, o escape, ou o refúgio.  

Experimentei diferentes formas de escrever poesia, desde as mais prolixas e palavrosas, às mais simples e comedidas.  

Alguns poemas são leves e de parto fácil e imediato. Outros são arrancados a ventosas e embrulhadas em dor.  

São exercícios mentais  imaginários,  alguns autobiográficos. Há um ponto de partida real, um começo.  

E começa a vertiginosa aventura da palavra e do som. A música dentro de mim.

E eu, deixo-me ir até onde me quiserem levar. E quando me quiserem levar.

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