Caminhos

Por onde andei e o que fiz, permitiu-me descobrir quem Eu Sou

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«A vida tem que dar voltas e mais voltas, como o mar.
Tem que fervilhar, como uma sopa.
Tens que a remexer para a tornar saborosa.

Às vezes a vida tem que ser dura para resultar em algo puro…»


Sara Tavares

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colheita

Nasci no Porto em 20 de Abril de 1968. Moro desde sempre em Gondomar. Sou nativa de Touro e tenho o Ascendente em Leão, a abrir com Júpiter. A Lua, em Aquário na casa 6. E um enorme pendor Sagitariano. 

Tenho sido uma fénix. 

E como todos, tenho tido enormes desafios pela frente a acrescentar, diferenciar, apimentar e criar movimentos próprios de avanços e recuos recheados de alegrias, emoções, dores, conquistas, feridas, obstáculos, bençãos, derrotas, vicissitudes, ou seja, as minhas, únicas e intransmissíveis batalhas pessoais. 

E eu, ao meu próprio ritmo, tenho ido a jogo e sido uma Boa Guerreira. 

Sou a filha muito desejada dos meus Pais.

Cresci sozinha, sem irmãos, a conviver com os primos, amigos da escola e os mais velhos. Fiz a primária num colégio de freiras e todo o secundário, em outro. Sem saber nunca o que queria ser quando fosse grande

A dúvida mantinha-se, mesmo quando escolhi Ciências e quando acabei o 12º ano. Biologia era a grande atração, mas não o suficiente para seguir a carreira ou investigação.

A área da Psicologia agradava-me, mas não a ideia de um gabinete fechado.

Considerei Fisioterapia, por abranger tanto a psicologia, como a massagem. Mas acabei por declinar a ideia.

A componente criativa é patente actualmente na família alargada, tanto na vertente musical como na dita mais ‘artística’, mas à época, conhecia apenas essa faceta através da tia Zézinha, pintora e professora radicada em Madrid. Era o único membro familiar ‘oficialmente’ ligado às Artes. E de certa forma um exemplo possível de seguir. 

No fim do 12º ano, fiz de novo testes psicotécnicos que ainda me confundiram mais pois resultaram num alargado leque de possibilidades. 

Acabei por me decidir pelas artes e retrocedi dois anos escolares, fiz as equivalências necessárias de 10º e 11º num instituto e de seguida o 12º ano de artes na Escola Soares dos Reis.

Entrei nas Escola Superior de Belas Artes, em Pintura onde fiz a licenciatura de cinco anos (1989-1994). 

Nos dois anos de equivalências, frequentei um atelier de cerâmica e fui introduzida no fascinante mundo da Cerâmica, pelo mestre escultor e ceramista, António Nobre. Não podia ter tido melhor professor. Meteu-me o bichinho, que continua cá dentro, latente e em hibernação, à espera…

Casei em 1994, durante o último ano da faculdade, com Cândido Xavier, um colega de Design Gráfico com quem me iniciei no delicioso mundo do grafismo e da edição literária. Observava-o a trabalhar no computador com velocidade e mestria, sem conseguir entender ou aprender os procedimentos dos programas, só os resultados. Hoje dou comigo a experimentar e a tentar fazer eu própria esses caminhos gráficos. 

Foi ele que me deu a conhecer os processos laboratoriais da Fotografia. E foi um nascer de um novo fascínio por essa arte maior. 

Comecei a fazer fotografia analógica com ele e a participar em concursos. A disciplina de fotografia era, à época, exclusiva para os estudantes de Design Gráfico. Eu era ‘uma infiltrada’ nos laboratórios fotográficos que frequentava com a sua ajuda.

Na Escola Secundária de Valbom orientei um pequeno clube de Fotografia, onde consegui as primeiras provas a preto e branco do livro Ousadias.

O gosto e a paixão por essa arte foi aumentando e mantêm-se até hoje, mas restringido à captura de imagens e algum posterior trabalho de Photoshop.

Testemunhos

os meus Queridos Pais

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